Após ser criticado pela estreia de The Last Photograph (A Última Fotografia, em tradução livre) no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF), Zack Snyder lembrou que já havia enfrentado acusações semelhantes no início da carreira. Segundo o diretor, 300 (2006) também foi chamado de “fascista” após ser exibido pela primeira vez.Em entrevista à Variety, Snyder contou que chegou a ser questionado se era um cineasta fascista ou se era “a favor dos gays” por causa do filme. Ao relembrar o episódio, o diretor respondeu com uma provocação: para ele, 300, marcado pela representação de corpos masculinos musculosos e pela estética homoerótica, poderia ser considerado “o filme mais gay de todos os tempos”.3 imagensFechar modal.1 de 3Zack Snyder ao lado do elenco de Rebel Moon Clay Enos/Netflix2 de 3Zack Snyder no set de filmagens de Liga da JustiçaReprodução3 de 3Reprodução/ Instagram Leia também EntretenimentoEntenda por que novo filme de Zack Snyder está sendo detonado pela crítica CinemaNetflix cancela projetos de Zack Snyder após série de fracassos “Na primeira vez que exibíamos o filme ficamos tipo: ‘Que porra é essa?’. Eles diziam que era ‘um desastre’, ‘o pior filme de todos os tempos’ e um filme ‘fascista’. Depois tivemos uma coletiva de imprensa onde me fizeram um monte de perguntas do tipo: ‘Você é um cineasta fascista ou você é a favor dos gays?’”, relembrou Zack Snyder.“Obviamente sou a favor dos gays. Fiz o filme mais gay de todos os tempos”, disparou o diretor. “300 é um dos filmes mais gays já feitos. Eu sempre digo: ‘Olha, existem poucos filmes em que as pessoas entram como heterossexuais e saem como gays, e 300 é um deles'”, brincou.Rodrigo Santoro em 300, longa de 2006 em que interpreta o rei Xerxes I, da PérsiaFilme de Zack Snyder é detonado pela críticaDepois de dividir opiniões à frente do comando dos filmes da DC Comics nos cinemas e do fracasso da ficção científica Rebel Moon, Zack Snyder apresentou ao Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) o longa The Last Photograph.O projeto, idealizado pelo cineasta há mais de duas décadas, acompanha um ex-policial que conta com a ajuda de um fotógrafo de guerra viciado em heroína em busca dos sobrinhos desaparecidos. Algumas das avaliações descrevem a obra como “exaustiva” e talvez “a pior da carreira” de Zack Snyder. À Variety, o diretor de 300 diz que ficou impressionado com a energia da repercussão do filme.“Só tinha 1.200 pessoas no cinema e já tem milhares de comentários! Li um de um cara que recortou o comentário e disse: ‘Ainda não vi, mas tenho certeza de que foi horrível’. E olha só: se você gostou ou não do filme, nem vou comentar; mas, para mim, é muito mais fácil clicar em ‘Odeio o Zack Snyder! Ele é um fascista!’ do que em ‘Vi o filme e achei legal’. Ninguém liga para isso. E, obviamente, eu não sou fascista.”











