Ramiro Brites

Flávio Bolsonaro concede coletiva em São Paulo.
Flávio Bolsonaro concede coletiva em São Paulo. · Imagem: Samuel Pancher / Metrópoles

Vereador de São Paulo Toninho Vespoli pediu investigação contra o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, por posts impulsionados contra Lula

Psolista denuncia Skaf, da Fiesp, por posts pagos contra Lula nas eleições
Psolista denuncia Skaf, da Fiesp, por posts pagos contra Lula nas eleições · Imagem: Source: www.metropoles.com

Ramiro Brites

27/10/2026 18:00

Samuel Pancher / Metrópoles

O vereador de São Paulo Toninho Vespoli (Psol) acionou a Procuradoria-Geral Eleitoral para pedir a investigação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que usou dinheiro da entidade para impulsionar publicações no Instagram e no Facebook, redes sociais comandadas pela Meta, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A denúncia do vereador é baseada em matérias publicadas na coluna que mostram os valores gastos pela Fiesp para impulsionar os conteúdos de Paulo Skaf, atacando o então candidato à reeleição. O valor investido para atacar o petista cresceu entre o primeiro e o segundo turno e também foi maior do que conteúdos publicados antes do período eleitoral.

“Se os fatos narrados na matéria forem confirmados, estará demonstrado, no mínimo, a utilização direta de recursos institucionais e financeiros de uma das maiores entidades sindicais/patronais do país para comprar tráfego pago na internet, promovendo publicações que visam polarizar a disputa e desequilibrar a isonomia entre os concorrentes ao cargo”, escreveu Vespoli na denúncia.

“Não se trata de manifestação orgânica amparada na liberdade de expressão de pessoa natural, mas de verdadeira campanha publicitária paralela e paga, custeada por pessoa jurídica e executada à margem das contas oficiais de campanha”, seguiu.

Diante das evidências, o psolista pediu instauração de Procedimento Preparatório Eleitoral (PPE) no âmbito da Procuradoria-Geral Eleitoral, pedido de informações à Meta e ao Google, além do ajuizamento de Representação por Propaganda Irregular e Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por abuso de poder econômico.

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