Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

Gerando resumo

A mulher de 40 anos morreu no sábado, informou o legista do Condado de Jefferson, Greg Furlong, no Facebook, descrevendo a morte como “relacionada ao sarampo”. A publicação não identificou a mulher, apenas informou que ela era residente do Condado de Jefferson, uma área rural a cerca de 80 quilômetros a nordeste de Pittsburgh.

PUBLICIDADE

“Esta é uma perda devastadora para a família e um lembrete infeliz de que o sarampo pode ser uma doença grave e potencialmente fatal”, disse Furlong em sua publicação.

Ele não indicou se a mulher havia sido vacinada contra o sarampo. Ele também afirmou que nenhuma outra informação sobre o caso seria divulgada. As duas mortes anteriores relacionadas ao sarampo na Pensilvânia envolveram bebês. Ambas as mortes ocorreram no mês passado, e um legista relatou que o vírus foi responsável por ambas as fatalidades.

Publicidade

Mulher de 40 anos morre por sarampo nos EUA; é o 3º caso em 2026 no país. Foto: Brian Snyder / Reuters

Um bebê, um menino, morreu logo após o nascimento devido a uma ruptura no baço. Ele tinha sarampo, mas o vírus não contribuiu para a ruptura, de acordo com o legista do Condado de Lancaster, Stephen Diamantoni.

Em vez disso, o sarampo foi listado como uma “condição significativa” no momento da morte. A outra criança — uma menina de 6 semanas com uma anomalia genética que a tornava altamente vulnerável a infecções — morreu de sarampo, disse Diamantoni à Associated Press.

A vítima nasceu com uma condição chamada microcefalia Amish letal, que faz com que o bebê tenha uma cabeça anormalmente pequena e um cérebro subdesenvolvido. Crianças com essa condição geralmente vivem no máximo 6 meses.

Publicidade

A primeira dose da vacina contra o sarampo geralmente é administrada por volta de um ano de idade, o que significa que nenhum dos dois tinha idade suficiente para receber a vacina.

Até sexta-feira, a Pensilvânia havia relatado 676 casos de sarampo em 37 dos 67 condados do estado. Desses casos, 124 envolveram hospitalizações e quatro ocorreram entre pessoas que haviam sido vacinadas, de acordo com o Departamento de Saúde da Pensilvânia.
As três mortes relatadas por autoridades estaduais e locais não correspondem aos números dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, que não registraram mortes por sarampo neste ano.
Publicidade
“O Centro Nacional de Estatísticas de Saúde (NCHS) não possui, atualmente, nenhum registro de óbito em 2026 que indique sarampo como causa básica”, segundo o site do CDC.
O governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, do Partido Democrata, e o governo do presidente Donald Trump têm divergido sobre os detalhes das duas mortes anteriores no estado.
No mês passado, a Organização Mundial da Saúde defendeu a importância da vacinação. O alerta ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinar um decreto para reduzir o número de vacinas infantis.
Publicidade
Durante uma coletiva de imprensa em Genebra nesta terça-feira, 11, o porta-voz da OMS, Tarik Jašarević, afirmou que há anos a organização e especialistas em saúde estudam a transmissão de doenças, a segurança das vacinas e a maneira como elas protegem pessoas em diferentes idades.
Segundo ele, esses estudos moldaram as orientações globais sobre quais vacinas cada individuo necessita. O porta-voz explicou que, a partir dessa análise científica, a OMS publicou documentos de posicionamento sobre vacinação, explicando fatos sobre cada doença e vacina disponível para preveni-la, bem como o momento de aplicação de cada dose.
Jašarević citou ainda como, em quase todos os países, os Grupos Técnicos Consultivos Nacionais de Imunização formularam recomendações de políticas e estabeleceram calendários nacionais de imunização. “O que a OMS divulga tem base científica”, afirmou Jašarević. “Esperamos que todos os países utilizem essas evidências científicas mais sólidas de que dispomos”.
Publicidade
Trump assinou na segunda-feira, 10, uma ordem executiva que determina a revisão das recomendações para a vacinação infantil nos Estados Unidos e defende a aplicação de algumas vacinas em consultas separadas, contrariando orientações de entidades médicas. A medida retoma uma tese já defendida por Trump - e refutada por evidências científicas -, de que as vacinas infantis deveriam ser aplicadas de forma espaçada.
Leia também
- Trump assina ordem que reduz vacinas recomendadas para crianças; especialistas criticam medida
- Sem base científica, Trump liga vacina a autismo ao assinar ordem que reduz imunizantes recomendados
- SP intensifica vacinação contra sarampo com ação em supermercados, padarias e shoppings; veja lista
Em altaInternacional
Estudante espanhola é assassinada durante intercâmbio no México
Irã adia reunião sobre o Estreito de Ormuz e nega envolvimento na guerra do Iêmen
Brics encerra cúpula com defesa do livre comércio; Xi critica protecionismo antes de viagem aos EUA
A ordem orienta que a vacina tríplice viral, contra sarampo, caxumba e rubéola (SCR), seja dividida em três aplicações, administradas em consultas diferentes. O texto também determina que o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) amplie as pesquisas sobre vacinas, segundo uma ficha informativa divulgada pela Casa Branca. Atualmente, não há vacinas separadas contra sarampo, caxumba e rubéola disponíveis para crianças nos Estados Unidos.
Ao assinar o decreto, Trump repetiu diversas alegações de que a vacina tríplice viral tem relação com o autismo, uma teoria da conspiração já refutada há décadas. O presidente americano e o secretário da saúde do país, Robert F. Kennedy Jr., chegaram a dizer que a dose tripla combinada aumentaria as mortes, também sem nenhuma base científica./Com informações da AP e AFP
Publicidade
Vale ler também
Lourival Sant'Anna
EUA projetam mais poder na região enquanto Estado de direito apresenta fissuras no Brasil
Rodrigo da Silva
Afinal, a AfD é autoritária, ou tudo não passa de histeria? Entenda no vídeo
Filipe Figueiredo
Crescimento da AfD ameaça o governo Merz e próximos capítulos ainda estão por vir


