Após ficar atrás de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições, o presidente Lula (PT) adotou uma nova estratégia de campanha. Mais presente nas redes sociais, a equipe do candidato à reeleição busca atingir os eleitores mais jovens e os indecisos para virar os votos no segundo turno. De acordo com um levantamento da Bites, feito a pedido do R7, essa mudança de posicionamento tem gerado resultado: Lula teve um engajamento quatro vezes maior que Flávio Bolsonaro durante a campanha do 2º turno até aqui. Entre os dias 6 e 15 de outubro, o presidente acumulou 97,5 milhões de interações em suas contas no Instagram, Facebook, TikTok e X (antigo Twitter). Enquanto o candidato do PL, no mesmo período, teve 26,9 milhões de curtidas, comentários e compartilhamentos em suas postagens. Em comparação com a semana que antecedeu o 1º turno, as interações do presidente cresceram 167,61%. Já as de Flávio recuaram 11,03%.O levantamento também aponta que Lula publicou bem mais que Flávio no período em questão. Foram 559 publicações do presidente contra 121 do candidato do PL. Entre as publicações de maior repercussão, Lula se destacou com conteúdos sobre a mobilização eleitoral e o fim da escala 6x1. No Instagram, o post publicado no dia 14 de outubro sobre a redução da jornada de trabalho ultrapassou 2,7 milhões de interações. Flávio, por sua vez, teve um grande destaque no dia 12 de outubro, no qual criticou o fato de que a sua propaganda eleitoral havia sido exibida sem som na televisão em todo o Brasil. O conteúdo ultrapassou 2,1 milhões de interações no Instagram. Também repercutiram publicações de confronto direto com Lula, com críticas ao governo e apelos ao voto no número 22.Apesar de o volume total de interações de Lula ser maior que o de Flávio, o candidato do PL tem mais engajamento por publicação do que o petista. O senador registrou cerca de 222,4 mil interações por post contra 174,5 mil do seu adversário. Contudo, Flávio teve uma queda considerável de interações em relação às vésperas do primeiro turno no Instagram (-14,77%), Twitter (-20,26%) e TikTok (-54,34%). Mas ainda domina o Facebook, no qual apresentou um crescimento de 33,45%. A plataforma que mais tem se provado um motor de repercussão para Lula é o Instagram. O petista registrou 82,8 milhões de interações na rede, o que corresponde a 85% do total acumulado por ele no período. O crescimento do presidente na plataforma foi de 212,76%. As redes sociais se tornaram as principais ferramentas para a campanha dos candidatos à Presidência nas eleições de 2026, seja para divulgar propostas ou rebater informações falsas divulgadas pelos adversários, substituindo meios tradicionais como o rádio e a TV. Segundo uma pesquisa da Travessia, empresa de tecnologia que mede o impacto das redes sociais, cerca de 60% dos eleitores não assistiram a nenhum horário eleitoral exibido pela TV ou pelo rádio durante o primeiro turno. Com a mudança de estratégia, as pesquisas de intenção de voto indicam uma disputa mais acirrada entre os candidatos. A Quaest, divulgada na última quarta-feira (14), mostra Flávio à frente com 46% contra 44% de Lula nas intenções de voto. No levantamento do Datafolha de quinta (15), o candidato do PL tem 47% contra 45% do petista em intenções de votos totais, configurando um empate técnico. Porém, para saber se os métodos usados por cada campanha deram certo, resta aguardar o resultado das urnas no dia 25 de outubro. 🗳️Eleições 2026: leia todas as notícias sobre a disputa🤳🏽Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp 📲











