Caminhada de Lula foi deslocada da Paulista e teve princípio de confusão; motociata de Flávio não teve registro de tumulto

3 out 2026 - 13h26

(atualizado às 13h37)

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- Por: Davi Valadares

Lula e Flávio encerram campanha em redutos estratégicos do Sudeste

Foto: Estadão/Reuters

Às vésperas do primeiro turno das eleições, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentraram neste sábado, 3, os últimos compromissos de campanha no Sudeste. Os dois candidatos participaram de atos em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, enquanto Flávio também tem agenda no Rio de Janeiro, seu principal reduto político.

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A reta final da campanha de Lula em São Paulo foi marcada por tensão envolvendo a Polícia Militar. A caminhada que estava prevista para a Avenida Paulista foi deslocada para a região da Rua Augusta após restrições à realização do evento na via.

Durante a mobilização, policiais orientaram a retirada de caminhões de som posicionados no local. Integrantes do PT afirmaram que motoristas foram ameaçados de prisão caso permanecessem nos veículos.

Segundo o PT, a campanha havia acertado previamente os detalhes do ato com a prefeitura e com a polícia. O secretário nacional de Organização do partido, Laércio Ribeiro, classificou como "surpreendente" a atuação da PM e afirmou que a sigla possui um vídeo no qual um policial teria ameaçado prender um motorista que não deixasse o local.

Pelo sistema de som, integrantes da organização também relataram que os motoristas teriam sido ameaçados de prisão. Um deles reagiu à abordagem: "Se alguém se machucar hoje, a polícia será responsável. Não vai descer do carro."

Durante o ato na Augusta, a primeira-dama Janja da Silva também reagiu à mudança do local e dirigiu um recado ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Ela afirmou que pretende retornar à Avenida Paulista para comemorar uma eventual vitória de Lula no primeiro turno.

Janja manda recado a Nunes após mudança de ato de Lula: ‘Vai ter que nos engolir’:

"Você vá plantar batatas, porque amanhã nós vamos comemorar no primeiro turno a vitória do presidente Lula na Paulista, seu prefeito. Vai ter que nos engolir", declarou Janja.

Na sequência, Lula afirmou que a Avenida Paulista não deveria ser transformada em espaço de campanha da oposição. "O que nós não podemos deixar é que eles transformem a Avenida Paulista num comício e num palanque da extrema direita. A Paulista não é da direita", disse o presidente.

O ato reuniu aliados da campanha, entre eles o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e as candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), além do ministro Guilherme Boulos.

Motociata reúne apoiadores de Flávio Bolsonaro em último ato de campanha no interior de SP:
Flávio Bolsonaro, por sua vez, iniciou o sábado no interior de São Paulo. Às 9h, participou de uma motociata entre Santa Bárbara d'Oeste e Americana, pela Rodovia SP-304, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de candidatos ao Senado, Guilherme Derrite (PP), e André do Prado (PL). O candidato não falou ao público nem a imprensa.
Depois do ato em São Paulo, o candidato do PL seguiu para o Rio de Janeiro. Às 15h, está marcado outra motociata entre Campo Grande e Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense. O Rio é o Estado onde a família Bolsonaro construiu sua trajetória política.
Disputa nacional
Datafolha: Lula lidera em MG, Flávio no RJ e empatam em SP no 1º turno:
A última pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, 2, apontou Lula com 45% das intenções em votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, ante 40% de Flávio Bolsonaro (PL). Já no segundo turno, em votos totais, há empate técnico: 48% para o presidente e 45% para senador. A margem de erro era de dois pontos percentuais.
A votação do primeiro turno ocorre neste domingo, 4 de outubro. Para vencer a disputa presidencial já nesta etapa, o candidato precisa obter mais de 50% dos votos válidos, excluídos os votos brancos e nulos.
Fonte: Portal Terra
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