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Um grupo de 31 parlamentares democratas do Congresso dos Estados Unidos enviou uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, acusando o governo do presidente Donald Trump de tentar interferir nas eleições presidenciais de 2026, marcadas para outubro.

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No documento, os congressistas afirmam que medidas adotadas pela administração norte-americana buscam favorecer a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). As informações são do jornal britânico The Guardian.

A carta, assinada por 30 integrantes da Câmara dos Deputados e pelo senador Bernie Sanders, aponta uma série de ações do governo norte-americano que, segundo os parlamentares, representam uma “campanha contínua e multifacetada de interferência e desestabilização no Brasil.”

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Presidente Donald Trump fala durante uma reunião com o primeiro-ministro britânico Andy Burnham durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, na terça-feira, 22 de setembro de 2026, na sede da ONU. Foto: Julia Demaree Nikhinson/AP

Os congressistas afirmam que a atuação de Washington pode comprometer a confiança no processo eleitoral brasileiro e prejudicar as relações entre os dois países. O primeiro turno da eleição presidencial no Brasil está marcado para 4 de outubro, com pesquisas indicando um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.

No documento, os parlamentares citam as tarifas impostas por Trump ao Brasil no ano passado, quando o presidente norte-americano vinculou a medida ao julgamento de Jair Bolsonaro por sua tentativa de golpe de Estado após a derrota para Lula nas eleições de 2022.

Como mostrou o Estadão, o republicano exigiu do governo Lula, durante negociações diplomáticas sigilosas após o tarifaço, que “dissidentes políticos” no Brasil não fossem detidos, presos ou impedidos “arbitrariamente” de participar das eleições.
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Os congressistas também mencionam as novas tarifas anunciadas pelo governo norte-americano em julho, com base na seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos, e os planos de enviar dois funcionários ao Brasil para “lançar dúvidas sobre a integridade do sistema eleitoral do país, considerado por muitos especialistas como um dos mais confiáveis do mundo”.
O governo Lula não concedeu a permissão aos dois diplomatas, o que levou a embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, a ter o visto revogado em retaliação.
Para os congressistas, essas iniciativas fazem parte de um movimento mais amplo de interferência do governo Trump em processos eleitorais na América Latina. Na carta, eles mencionam as eleições de meio de mandato na Argentina e as disputas presidenciais em Honduras e na Colômbia.
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“Em vez de ajudar a defender a democracia brasileira”, os Estados Unidos estão “atuando como um agente de interferência e desestabilização, usando pressão diplomática, econômica e política de maneiras que correm o risco de enfraquecer as instituições democráticas do país, minar a confiança no processo eleitoral brasileiro e causar mais danos ao nosso relacionamento com um aliado estratégico e parceiro comercial dos EUA”, escreveram.
Os parlamentares questionaram se o governo Trump se comprometerá a respeitar o processo eleitoral brasileiro e solicitaram uma resposta do secretário de Estado até 1º de outubro.
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