Desistência ocorre dez dias antes do primeiro turno da eleição, na qual seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), concorre à Presidência

24 set 2026 - 13h28

(atualizado às 13h33)

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- Por: Felipe de Paula e Fausto Macedo. Colaborou Redação Estadão Conteúdo

Resumo

A defesa de Jair Bolsonaro desistiu, apenas duas horas e meia após a solicitação, do pedido feito ao ministro Nunes Marques para suspender a execução de sua pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado. O recuo não teve os motivos revelados pelos advogados e ocorreu a dez dias do primeiro turno das eleições, disputadas por seu filho Flávio Bolsonaro. O ex-presidente, que cumpre a pena em prisão domiciliar devido a problemas de saúde, aguarda a análise de sua revisão criminal pelo STF.

Imagem de arquivo do ex-presidente Jair Bolsonaro

Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

A defesa do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), que pediu às 9h49 desta quinta-feira, 24, ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques a suspensão da execução da pena de 27 anos em regime fechado enquanto a Corte analisa a revisão criminal, desistiu do pedido duas horas e meia depois, às 12h21. Os advogados não informaram, no pedido de desistência, os motivos do recuo.

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Mais cedo, os advogados Marcelo Luiz Ávila de Bessa e Thiago Lôbo Fleury afirmaram que a continuidade da execução da pena durante a tramitação da revisão criminal pode "produzir dano irreparável".

A desistência de Jair Bolsonaro ocorre dez dias antes do primeiro turno da eleição, na qual seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), concorre à Presidência da República.
A condenação
Jair Bolsonaro foi condenado no ano passado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Atualmente, o ex-presidente da República cumpre a pena em prisão domiciliar, em virtude de condições de saúde.
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