A embaixada e os consulados da Austrália no Brasil suspenderam, a partir desta sexta-feira (2), os serviços consulares por “preocupações com a segurança”. A medida, divulgada na página oficial da embaixada em uma rede social, foi anunciada após o consulado dos Estados Unidos tomar uma decisão semelhante.A medida foi tomada dois dias antes das eleições gerais no Brasil, marcadas para este domingo (4). No comunicado, o governo australiano cita a decisão dos norte-americanos e pede que seus cidadãos evitem instalações diplomáticas dos EUA no Brasil. Um site ligado ao consulado da Austrália fala, ainda, sobre o risco de ataques terroristas, comícios políticos, manifestações e ameaça de crimes violentos. “O terrorismo é uma ameaça mundial. Ataques terroristas podem ocorrer em qualquer lugar e a qualquer momento. Esteja atento a possíveis ameaças, especialmente em locais públicos. Terroristas podem ter como alvo áreas turísticas ou outros locais frequentados por estrangeiros e onde grandes multidões possam se reunir”, diz o texto.Segundo o governo australiano, no Brasil é preciso ter “muita cautela”. O país usa uma métrica que vai de 1 a 4 para dar conselhos de viagem, na qual o Brasil é classificado como um lugar de nível 2. Segundo a Austrália, o Brasil é conhecido por ter um “sistema de lei e ordem frágil, em que crimes violentos são comuns”. Em nota, o governo dos Estados Unidos orientou que os cidadãos americanos não busquem assistência presencial nos consulados brasileiros e outras instituições americanas. “Cidadãos dos EUA que necessitem de assistência de emergência neste momento não devem dirigir-se à Embaixada, aos Consulados ou a outras instalações diplomáticas dos EUA. Caso precise de assistência de emergência, entre em contato com o oficial de plantão responsável”, diz o texto. O primeiro turno das eleições ocorre neste domingo (4) e, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ao menos oito estados vão contar com a atuação das Forças Armadas em localidades indicadas pelos tribunais regionais eleitorais para reforçar a segurança e garantir o funcionamento regular das atividades eleitorais. A atuação das Forças Armadas nessas regiões tem por objetivo “assegurar o cumprimento das etapas de votação e apuração”, além de manter a ordem e a normalidade do pleito.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp









