Mirelle Pinheiro

PF identificou um núcleo de contrainteligência que teria obtido informações sobre ações policiais, movimentação de equipes e viaturas

Giovanna Sfalsin
22/09/2026 16:42
Divulgação/PF
Uma estrutura criada para monitorar ações da própria Polícia Federal (PF) e antecipar operações policiais é alvo da Operação Umbra, deflagrada nesta terça-feira (21/9). Entre os investigados estão um ex-servidor terceirizado e um agente da Polícia Federal envolvidos no repasse indevido de informações relacionadas a operações policiais.
A investigação identificou um núcleo de contrainteligência que teria obtido informações sobre ações policiais, movimentação de equipes e viaturas.
Segundo a PF, a estrutura teria sido criada em benefício de investigados de fases anteriores da Operação Ptolomeu. A finalidade seria antecipar ações policiais e adotar medidas para reduzir a efetividade de decisões judiciais.
A operação foi realizada simultaneamente à Operação Ptolomeu IV, que investiga suspeitas de desvios de recursos públicos, lavagem de dinheiro e outras irregularidades envolvendo contratos no Acre.
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Durante o cumprimento dos mandados, três dos suspeitos foram presos em flagrante por posse ilegal de armas de fogo. Ao todo, 28 ordens judiciais foram cumpridas nas duas operações, em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre, além de Maringá (PR) e Navegantes (SC).
Também foram apreendidos valores em espécie com alguns dos investigados. A quantia é estimada, até o momento, em cerca de R$ 1 milhão.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou ainda o sequestro de bens e valores, com o objetivo de ressarcir os cofres públicos.
Entre as medidas cautelares impostas aos investigados estão o afastamento de função pública, a proibição de contato entre eles, a proibição de frequentar determinados órgãos públicos e a proibição de deixar a comarca de residência e o país.
Os investigados também deverão entregar os passaportes à Superintendência da Polícia Federal no Acre no prazo de 24 horas.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e embaraço à investigação de infração penal envolvendo organização criminosa.
